o-f-m-o-n-o-f-o-r-m-o-n-o

As partituras gráficas o-f-m-o-n-o-f-o-r-m-o-n-o constroem-se a partir dos textos desta revista. Dos textos são isolados os caracteres que se associam às notações tradicionais das notas musicais . Mantêm o seu posicionamento no plano mas, desta feita, isolados de toda a narrativa a qual estavam afetas. Resultam em pranchas com letras/notas soltas que servem de estrutura para a implantação de ritmos, dinâmicas e/ou texturas com a inclusão de linhas , rasuras e/ou manchas feitas de um modo axiomático e moldável. Estes sinais são aplicados recorrendo a materiais riscantes, linhas de coser, com mecanismos e/ou arremessos, e adquirem a uma fixação quando digitalizadas. Se por um lado estes indícios resultam em cursos que implicam dinâmica processual por outro, na série agora estabelecida no suporte livro, também se ajusta à decisão em os relacionar e sequenciar ao ritmo das pausas e escolhas de quem os lê. Assim, indico princípios de leitura confrontáveis com os incentivos escolhidos no processo desta sintaxe:

primeiro - partir de um pre-texto

seguinte – definir a ordem, a agregação e/ou o isolamento

consecutivo - incorporar e adaptar os dados apropriados

definitivo – adotar a livre execução

Publicado pelo instituto de investigação em Arte, Design e Sociedade i2ADS Grupo de Arte e Intermédia (NAi) Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto